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Mercado de granéis sólidos enfrenta turbulência

Mercado de granéis sólidos enfrenta turbulência
03/11/2015

A demanda pela procura de carvão na China continua em queda, tanto no fato de que a Índia é esperada para suceder a China como o maior importador mundial de carvão este ano. O consumo de carvão da China responde por pouco mais de 50% do consumo global, no entanto, apenas cerca de 5% do que vem das importações, tornando o mercado de transporte marítimo a granel muito vulnerável às mudanças na demanda.

Nos primeiros seis meses de 2015, a China importou pouco menos de 100 milhões de toneladas de carvão, uma redução de mais de 38% em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo o Analista Chefe da BIMCO, Peter Areia, o carvão utilizado para ser a mercadoria a granel é de suma importância. “Isso foi antes do minério de ferro entrar no grande palco do momento, com a China aumentando suas produções para se tornar o maior produtor de aço do mundo. Agora, o carvão está de volta, e na pior”.

Atualmente, a demanda global do granel seco é a mais fraca desde 2009 e as taxas de frete dos armadores dão poucas opções a não ser resistir. Diminuindo volumes, bem como diminuindo distâncias de vela para o total das importações chinesas de carvão é um empecilho para o mercado”.

A produção de aço bruto da China caiu para 410 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2015, 1,3% menor do que no ano passado. O efeito é sobre as importações de carvão de coque, um ingrediente vital na produção de aço, é claro.

A China importou 21,6 milhões de toneladas de carvão de coque nos primeiros seis meses de 2015, valor 30% menor do que se comparado com o ano anterior. Os produtores australianos têm fornecido a maior parte das importações chinesas (50%), mas tem enfrentado uma concorrência feroz por parte dos exportadores da Mongólia desde o início de 2015.

As exportações de carvão de coque da Austrália para a China focaram abaixo dos 28% nos primeiros seis meses de 2015 em comparação com 2014, entretanto, as exportações da Mongólia tiveram apenas uma queda de 17%. Vale ressaltar ainda que em 2014, a Mongólia exportou um total de 14,7 milhões de toneladas de carvão de coque para a China, o equivalente a 24% do total.

Até agora, em 2015, a Mongólia exportou 6,3 milhões de toneladas de carvão de coque, pautando uma participação de 30%. A participação crescente do país é especialmente problemática, uma vez que produz mais um desafio para os negócios marítimos, já que sem litoral, o carvão é transportado por terra.

Cerca de 70% da energia da China é gerada por carvão, mas nos últimos anos, o país tem trabalhado intensamente no sentido de implementar fontes de energia renováveis, ou seja, a energia hidrelétrica. Isso trouxe uma queda na demanda por carvão utilizado na geração de energia. Se a tendência continuar em 2015, pode acabar sendo o segundo ano consecutivo com um declínio no comércio de carvão transoceânico mundial total.

fonte: Guia Maritimo